21
de agosto de 2011, domingo.
Hoje
parece ser o reverso de ontem. É assim que a vida tem sido ultimamente, uma
constante mutação, evolução. Ser eu, lutar por mim, aceitar minhas vontades,
cultivar minha inteligência e abrir meus horizontes têm sido os meus maiores
objetivos. Tenho me importado cada vez menos com o alheio. Não é egoísmo, é sobrevivência.
Até porque, se faz parte da minha vida, faz parte de mim e, portanto, faz parte
do que é importante, do que me leva pra luta de cabeça erguida, peito aberto,
alma limpa, sem trapaça, mãos vazias.
Minhas mãos carregam marcas, são
imperfeitas como eu. Que eu sou feita de erros. Sim, são eles que me fazem
crescer. As conseqüências me levam a chorar e é assim que eu aprendo a secar as
lágrimas. Levam-me a gritar e é assim que aprendo a calar. Levam-me a mudez e é
assim que eu aprendo a recuperar a voz. Furtam-me o ar e é assim que aprendo a
utilidade dos meus pulmões. Inspirar e expirar. Suspiro. É na falta de palavras
que aprendo a pensar.
O vento frio me refresca e me
estremece. Estremeço ante a possibilidade de voltar a ser o que era. Só que não
há arrependimento porque tudo — TUDO — o que já fiz, todos os meus passos
cambaleantes, todos os desvios, bifurcações e atoleiros compõem o caminho que
me trouxe até aqui.
...
Ainda
é hoje. E por falar em hoje, o amanhã é uma coisa estranha porque, quando for
amanhã, o amanhã passa a ser hoje e as esperança passa a ser fato. Sou muito
dada a esperanças, eu sonho porque é de sonho que somos feitos e é isso que nos
faz levantar da cama, de cada tombo. É isso que me move. Vontade de concretizar
os sonhos. É!
22
de agosto de 2011, segunda-feira.
Amanhã
já é hoje e o tempo flui como água corrente. Eu me sinto como um rio, sempre a
mesma, mas não a mesma sempre.
23
de agosto de 2011, terça-feira.
Finalmente
faz sol! Ainda não dá pra se abanar e morrer de calor, mas já é um bom sinal. Eu
esperava pelo menos um dia quente e ele veio. Quando se espera o melhor é mais
fácil. Isso serve também, e principalmente para as pessoas.
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